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Joaquin Phoenix faz história com o seu Coringa

Quando se pensava que Heath Ledger havia chegado ao auge da personificação doentia do Coringa, Joaquin Phoenix entra para a história do cinema com seu incontrolável riso nervoso, o cabelo desgrenhado, um andar torto e suas costelas saltando da pele para revelar a origem do vilão em meio a um cenário de violência urbana, do olhar cego dos ditos donos do poder diante dos problemas sociais, do corte de verbas que dá fim à assistência pública à saúde que garantiam o fornecimento dos sedativos que controlavam o palhaço de rua Arthur Fleck e o deixavam em um lugar seguro. Seguro para o chamado sistema, fique bem entendido.


Ignorado pelas engrenagens sociais, ridicularizado pela indústria do entretenimento de massa, enganado pela mãe, Fleck dá início a uma revolução - pessoal e social -, que o transforma em uma espécie de herói invisível das ruas, este lugar que só é lembrado quando as eleições se aproximam e trazem os seus salvadores da pátria. Gente como o milionário Thomas Wayne, que promete deixar tudo melhor, embora "as pessoas não entendam isso". Bruce, seu filho, também não entende quando os pais são assassinados em um beco escuro de Gotham City em meio ao caos social provocado por Fleck, mas esta é a origem de uma outra lenda que, em algum momento, cruzará novamente o caminho perturbador do vilão. Um Coringa que nunca mais será o mesmo depois de Joaquin Phoenix.



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